Présentation du blog / Presentazione del blog

« Questo blog nasce da una grande passione per la poesia e per i poeti di lingua portoghese. Qui troverete poesie e prose poetiche seguite dalla traduzione in italiano e francese ».

« Este blogue brota de uma grande paixão pela poesia e pelos poetas da língua portuguesa. Aqui vocês encontrarão poemas e prosas poéticas, acompanhados da sua tradução em italiano e francês ».

« Ce blog est né d'une grande passion pour la poésie et les poètes de langue portugaise et a pour vocation de vous les faire découvrir. Vous trouverez ici les poèmes, en vers ou en prose, de poètes de tous horizons, accompagnés de leur traduction en italien et en français ».


 ACTUALITÉS DU BLOG / NOTIZIE SUL BLOG



A minha Geração


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Altra traduzione:
Fernando Assis Pacheco »»
 
Cuidar dos Vivos (1963) »»
 
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A minha Geração
La mia generazione


A minha geração é de esperança,
de trabalho e esperança, e de canções difíceis.
A minha geração escreve poemas
com o mesmo suor que ao calceteiro
corre da fronte, quando martela a rua.

Não deveis enganar-vos: cada verso
tem um selo fraterno caminhando
para a branca cidade sob o sol
La mia generazione è di speranza,
di lavoro e speranza, e di canzoni difficili.
La mia generazione scrive poesie
con lo stesso sudore che all’operaio
scorre sulla fronte, quando martella la via.

Non dovete ingannarvi: ogni verso
ha un marchio fraterno che avanza
verso la bianca città sotto il sole.
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Frida Kahlo
Albero della speranza, mantieniti saldo (1946)
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AUTEUR SUIVI / AUTORE SEGUITO



Nuno Rocha Morais

Nuno Rocha Morais (Porto, 1973 – Luxemburgo, 2008) foi um poeta português. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1995.

Em Itália


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Em Itália
En Italie


Estivemos em cem cidades,
Faltarão outras cem
Para o caminho estar apenas começado.
Juntos subíamos às torres, juntos chegávamos,
De cada cimo partia o teu sorriso
Até à cidade seguinte,
Sempre para sul, sempre para sul –
O meu anfitrião em Otranto.
Entre colinas, segredado pela distância,
O mar, como querendo dividir-se e dividir-se,
Oliveira e pedra sob o sol ligure,
Esplendor de mármore multicolor.
Eis aqui o pálio de algo em mim contra si próprio
E a graça toscana que é já tua,
E a tarde bailando, velida,
De colina em colina,
Num mundo ainda antigo.

Nous avons vu cent villes,
Nous en manquerons cent autres
Sur le chemin qui ne fait que commencer.
Montés aux tours ensemble, arrivés ensemble,
De chaque hauteur, ton sourire s'envolait
Jusqu'à la prochaine ville,
Toujours vers le sud, toujours vers le sud –
À Otrante, chez mon amphitryon.
Entre les collines, murmurée par la distance,
La mer, qui semble dire, se diviser, se diviser,
Olivier et pierre sur le sol ligure,
Splendeur des marbres multicolores.
Voici, en moi, le pallium d'une chose contre soi-même
Et la grâce toscane qui est déjà en toi,
Et le soir dansant, bel et bon,
De colline en colline,
Dans un monde encore antique.

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Piero della Francesca
Découverte et preuve de la vraie Croix
(detail avec vue de Arezzo) (1452-1466)
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Últimos Poemas (2009)

Ilustrações de Rasa Sakalaité




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