Présentation du blog / Presentazione del blog

« Questo blog nasce da una grande passione per la poesia e per i poeti di lingua portoghese. Qui troverete poesie e prose poetiche seguite dalla traduzione in italiano e francese ».

« Este blogue brota de uma grande paixão pela poesia e pelos poetas da língua portuguesa. Aqui vocês encontrarão poemas e prosas poéticas, acompanhados da sua tradução em italiano e francês ».

« Ce blog est né d'une grande passion pour la poésie et les poètes de langue portugaise et a pour vocation de vous les faire découvrir. Vous trouverez ici les poèmes, en vers ou en prose, de poètes de tous horizons, accompagnés de leur traduction en italien et en français ».


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A minha Geração


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A minha Geração
La mia generazione


A minha geração é de esperança,
de trabalho e esperança, e de canções difíceis.
A minha geração escreve poemas
com o mesmo suor que ao calceteiro
corre da fronte, quando martela a rua.

Não deveis enganar-vos: cada verso
tem um selo fraterno caminhando
para a branca cidade sob o sol
La mia generazione è di speranza,
di lavoro e speranza, e di canzoni difficili.
La mia generazione scrive poesie
con lo stesso sudore che all’operaio
scorre sulla fronte, quando martella la via.

Non dovete ingannarvi: ogni verso
ha un marchio fraterno che avanza
verso la bianca città sotto il sole.
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Frida Kahlo
Albero della speranza, mantieniti saldo (1946)
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AUTEUR SUIVI / AUTORE SEGUITO



Nuno Rocha Morais

Nuno Rocha Morais (Porto, 1973 – Luxemburgo, 2008) foi um poeta português. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1995.

De todos os gatos...


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De todos os gatos...
Di tutti i gatti...



De todos os gatos que a minha avó teve – todos com simples nomes de cores: Black, Branquinho, Cinzento, Lourinho –, quero falar deste.
Di tutti i gatti che ha avuto la mia nonna – tutti con semplici nomi di colori: Black, Bianchino, Grigio, Biondino –, voglio parlare di quest’ultimo.
Nunca lhe fiz uma única festa. Era um gato de rua que, mesmo em casa, continuou a ter hábitos de rua. Esquivo e feroz, não deixava ninguém aproximar-se.
Non gli ho mai fatto una sola carezza. Era un gatto di strada che, anche in casa, continuò a mantenere abitudini di strada. Schivo e selvatico, non si lasciava avvicinare da nessuno.
Só me lembro da existência desse gato ao colo da minha avó. O resto do tempo, presumíamos apenas a sua existência debaixo de um móvel qualquer – ou em cima dele –, no recanto mais escuro, mais inimaginável.
Mi ricordo soltanto dell’esistenza di questo gatto in grembo alla mia nonna. Per il resto del tempo, ci limitavamo a supporre la sua presenza sotto qualche mobile – oppure sopra –, nel cantuccio più scuro, più impensabile.
Então, a minha avó, como uma encantadora, chamava por ele numa voz aguda, salmodiando-lhe o nome, a única voz que o amor reconhecia, a única voz que o amor deixava ir ao seu encontro na sombra amiga e pela qual se deixava encontrar.
Allora, la mia nonna, come una maga, lo chiamava con una voce acuta, salmodiando il suo nome, l’unica voce che l’amore riconosceva, l’unica voce a cui l’amore permetteva di ritrovarlo nell’ombra amica, voce dalla quale egli si lasciava ritrovare.
E o Lourinho aparecia, convocado de nenhures, criatura da mais pura magia.
E il Biondino appariva, richiamato da chissà dove, creatura della più pura magia.

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Paul Klee
Gatto e uccello (1928)



Últimos Poemas (2009)

Ilustrações de Rasa Sakalaité




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