Présentation du blog / Presentazione del blog

« Questo blog nasce da una grande passione per la poesia e per i poeti di lingua portoghese. Qui troverete poesie e prose poetiche seguite dalla traduzione in italiano e francese ».

« Este blogue brota de uma grande paixão pela poesia e pelos poetas da língua portuguesa. Aqui vocês encontrarão poemas e prosas poéticas, acompanhados da sua tradução em italiano e francês ».

« Ce blog est nait d'une grande passion pour la poésie et les poètes de langue portugaise et a pour vocation de vous les faire découvrir. Vous trouverez ici les poèmes, en vers ou en prose, de poètes de tous horizons, accompagnés de leur traduction en italien et en français ».


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Água e sal

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Água e sal
Agua y sal

digo que foi o vento:
inundou meus olhos
de sal

(esse vento do mar
você sabe...)

mas é mentira:
não são lágrimas
de sal
é a pungência do azul

digo que fue el viento:
inundó mis ojos
de sal

(ese viento del mar
tú sabes...)

pero es mentira:
no son lágrimas
de sal
es la pungencia del azul.

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Lucio Fontana
Concepto espacial, espera (Azul)
(1966)
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Nuno Rocha Morais

Nuno Rocha Morais (Porto, 1973 – Luxemburgo, 2008) foi um poeta português. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1995.

Não nos deixeis cair...


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Não nos deixeis cair...
Non fateci incappare...


Não nos deixeis cair na curiosidade dos outros,
Na piedade dos outros ou, pior, de nós mesmos.
Livrai-nos de sermos eternamente jovens,
Mas também nados-velhos, mortos-vivos.
Livrai-nos sobretudo de nos jactarmos.
Não nos deixeis cair as ciladas
Daqueles que só se desculpam ou nunca se desculpam.
Não nos deixeis cair na tentação de corrigir a vida
Quando tantas coisas nos morrem
E morrem às nossas mãos ou pela nossa memória.
Livrai-nos de falarmos em nome dos outros,
Dai-nos cada dia a lembrança de também sermos outros
E não nos perdoeis nunca se o esquecermos.

Non fateci incappare nella curiosità degli altri,
Nella pietà degli altri o, peggio, di noi stessi.
Dispensateci dall’essere eternamente giovani,
Ma anche dei nati vecchi, dei morti viventi.
Liberateci soprattutto dall’ostentazione.
Non fateci incappare nelle insidie
Di quelli che non fanno che scusarsi o non si scusano mai.
Non fateci incappare nella tentazione di aggiustare la vita
Quando tante cose muoiono in noi
E muoiono per le nostre mani o per la nostra memoria.
Liberateci dal parlare a nome degli altri,
Rammentateci ogni giorno che anche noi siamo gli altri
E non perdonateci mai se lo scordiamo.

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Hieronymus Bosch
Tentazione di Sant'Antonio
(dopo il 1490)
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Últimos Poemas (2009)

Ilustrações de Rasa Sakalaité