Présentation du blog / Presentazione del blog

« Questo blog nasce da una grande passione per la poesia e per i poeti di lingua portoghese. Qui troverete poesie e prose poetiche seguite dalla traduzione in italiano e francese ».

« Este blogue brota de uma grande paixão pela poesia e pelos poetas da língua portuguesa. Aqui vocês encontrarão poemas e prosas poéticas, acompanhados da sua tradução em italiano e francês ».

« Ce blog est né d'une grande passion pour la poésie et les poètes de langue portugaise et a pour vocation de vous les faire découvrir. Vous trouverez ici les poèmes, en vers ou en prose, de poètes de tous horizons, accompagnés de leur traduction en italien et en français ».


 ACTUALITÉS DU BLOG / NOTIZIE SUL BLOG



A Companheira


Nome:
 
Collezione:
 
Altra traduzione:
Sebastião da Gama »»
 
Serra-Mãe (1945) »»
 
Francese »»
«« precedente / Sommario / successivo »»
________________


A Companheira
La compagna


Não te busquei, não te pedi: vieste.
E desde que eu nasci houve mil coisas
que a meus olhos se deram como igual
simplicidade: o Sol, a manhã de hoje,
essa flor que é tão grácil que a não quero,
o milagre das fontes pelo Estio.
Vieste! (o Sol veio também, a flor,
a manhã de hoje, as águas ...). Alegria,
mais calada alegria, mas serena,
entendimento puro, natural
encontro, natural como a chegada
do Sol, da flor, das águas, da manhã,
de ti, que eu não buscara nem pedira.

E o Amor? E o Amor? E o Amor?
– Vieste.
Non t’ho cercata, non t’ho pregata: sei venuta.
E dacché io sono nato ci sono state mille cose
che al mio sguardo si sono date con uguale
semplicità: il sole, l’odierna mattinata,
questo fiore tanto esile che non lo voglio,
il miracolo delle sorgenti nella calura…
Sei venuta (è venuto anche il sole, il fiore,
l’odierna mattinata, le acque…). Gioia,
ma gioia silente, eppur serena,
puro affiatamento, incontro
naturale, naturale come l’arrivo
del sole, del fiore, delle acque, del mattino,
di te che non avevo cercato né pregato.

E l’Amore? E l’Amore? E l’Amore?
– Sei venuta.
________________

Gustave Courbet
Gli amanti in campagna, sentimenti della giovinezza (1844)
...

AUTEUR SUIVI / AUTORE SEGUITO



Nuno Rocha Morais

Nuno Rocha Morais (Porto, 1973 – Luxemburgo, 2008) foi um poeta português. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1995.

A sua infância foi um país ocupado...


Nome:
 
Collezione:
 
Altra traduzione:
Nuno Rocha Morais »»
 
Últimos Poemas (2009) »»
 
Francese »»
«« 68 / Sommario (70) / 71 »»
________________


A sua infância foi um país ocupado...
La sua infanzia fu un paese occupato...



«A sua infância foi um país ocupado por entidades detes-táveis que impediam as árvores de lhe falar.
«La sua infanzia fu un paese occupato da esseri detestabili che impedivano agli alberi di parlarle.
(Mais tarde, na adolescência, imaginou que engravidara de um limoeiro – ou foi o perfume do seu sexo que o sonhou, ou foi o perfume do seu sexo que foi sonhado, talvez pelo limoeiro.)
(Più avanti, durante l’adolescenza, immaginò d’essere ingravidata da un albero di limone – o fu il profumo del suo sesso che lo sognò, oppure fu il profumo del suo sesso ad essere sognato, forse dall’albero di limone.)
***
***
Nunca pôde amuar, como as flores se fecham com a noite.
Non poté mai sfogarsi, dato che i fiori si chiudono la notte.
Obrigavam-na a sorrir educada, perfiladamente, espe-tavam-lhe duas bofetadas e obrigavam-na a levantar a cabeça, a erguer os olhos pesados de choro, e a gordura das lágrimas caía-lhe pela face e ouvia-se no chão.
La obbligavano a sorridere educata, ben diritta, le mollavano due ceffoni e la obbligavano a sollevare il capo, ad alzare gli occhi gonfi di pianto, e il peso delle lacrime le rigava le guance e lo si sentiva toccare terra.
***
***
A sua infância é um país ocupado até hoje.
La sua infanzia è un paese occupato ancor oggi.
***
***
(A sua vida pareceu-lhe sempre uma longa convalescença. Ou qualquer coisa que lhe foi emprestada. Uma presença emprestada – para quê?
(La sua vita le è sempre parsa una lunga convalescenza. O un qualcosa dato in prestito. Una presenza imprestata – ma per cosa?
A existência parecia-lhe apenas um estado sólido da tristeza mais absoluta. Ou talvez lhe faltasse apenas paciência para viver.
L’esistenza non le pareva altro che uno stato solido della tristezza più assoluta. O forse le mancava soltanto la pazienza per vivere.
Vive por engano? Se morreu, quer saber. Se vive, quer saber.
Vive per sbaglio? Se è morta, lo vuol sapere. Se vive, lo vuol sapere.
Espera um sinal de si própria. Espera algo que, dentro dela, arda mais alto do que ela.
Aspetta un segnale da se stessa. Aspetta qualcosa che, dentro di lei, avvampi più forte di lei.
Um signo que, ao erguer-se, toque e faça girar uma constelação.)»
Un segnale che, mostrandosi, risuoni e metta in moto una costellazione.)»

________________


Henri Rousseau, il Doganiere
Donna che cammina in una foresta esotica (1905)



Últimos Poemas (2009)

Ilustrações de Rasa Sakalaité




Edições QUASI